quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Tic-Tac

O tempo, cruel senhor das horas,
não pára e não regressa.
Gira como um carrossel
a nos embalar em seu ritmo leve e sem pressa.
Disse o poeta que 'o tempo só anda de ida',
e cá ficamos nós, eterna mudança e partida.
No tic-tac do relógio passam minutos e segundos,
mudando a cada instante o nosso olhar do mundo.
Passam as pessoas, passa a vida,
passam momentos andando só de ida.
Quem olha muito para os lados
corre o risco de se perder no tempo.
Bem faz quem se preocupa em olhar adiante,
pois momentos passados só interessaram enquanto se vivia o instante.
Só se volta no tempo revivendo memórias
que teimam em guardar fracassos e glórias.
Que seria do ser humano sem a efemeridade do tempo?
Perdido ficaria cheio de descontentamento.
Estacionar o relógio em nada interessa.
De que vale a estagnação para quem tem pressa?
Feliz de quem sabe aproveitar o tempo
sem jamais tentar adiantar-lhe
ou atrasar-lhe os ponteiros.
O tempo caminha na medida justa e certa,
o ritmo das pessoas é que por vezes não se acerta.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Amor que não se mede!

É simplesmente impossível lembrar da casa dos meu avós sem que um sorriso logo apareça no rosto. Lá vivi uma infância mágica cheia de histórias felizes. Havia um quintal que se transformava em selva e uma rede que virava circo quando colocada de ponta-cabeça, havia um jardim encantado e um guarda-roupa com passagem secreta para o mundo da imaginação, onde só existia riso e diversão.
Quanta saudade!!!
Na casa dos meus avós não existia nenhuma criança triste, as tardes eram cheias de brincadeiras e os sorrisos cheios de risos ecoavam por todos os lugares. No armário da sala moravam pintinhos caramelados e broas com açucar que, de tão gostosos, pareciam inventados num sonho. Pela manhã sempre havia um copo de vitamina chamada 'chocomix', não sei o que minha avó colocava, mas era a coisa mais gostosa que já tomei até hoje. Os almoços de domingo eram os melhores, toda a família se reunia e a única ordem para a criançada era brincar até cansar. Havia macaquinhos de feijão com rabo de macarrão e a vasilha com o que sobrou da massa de bolo crua era a mais disputada. Nunca faltou um colo acolhedor para quem se machucava ou só queria descansar... tantas coisas boas que não deveriam passar nunca, deviam durar para sempre! Não deveríamos crescer porque isso implica termos que nos despedir... e eles nos fazem tanta falta!
Mas as lembranças, essas sim, podemos guardar para sempre na memória e no coração, tendo certeza que assim os manteremos vivos para sempre em nossas vidas. Seus exemplos contribuíram e contribuem para nossa formação e seus abraços inesquecíveis jamais ficarão para trás. Sei que onde vocês estiverem vocês podem me ver, e apesar de eu não poder mais ter aquele abraço e aquele colo tão bom, o amor que vocês me deram permanece em meu coração!
Feliz dia dos avós! ♥

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O bom da vida é viver!

Nossas escolhas têm o condão de mudar tudo!
Um 'sim' ou um 'não' têm um poder que não se pode medir, a depender de qual deles se escolha nada mais será como era antes. Apesar de a vida, por si só, ser constante mudança, nossos caminhos são delimitados (ou expandidos) pelas escolhas que fazemos a cada instante. E nem é preciso estar diante de um grande dilema, muitas vezes é exatamente numa situação que não parecia ter tanta importância num primeiro olhar, que aquele sim ou aquele não, vira tudo de cabeça para baixo (ou ao contrário, coloca tudo no seu devido lugar).
Deve-se arriscar, assumir os riscos! Mil vezes o arrependimento pelo feito que pelo não-feito, mil vezes a culpa por não ter dado certo que a incerteza nunca esclarecida do 'como teria sido'.
A vida é efêmera! Junto com ela, tudo passa. Passam as tristezas, passam as alegrias, passam as dúvidas, mudam as certezas, passa a fase ruim, passa o verão, passa a tempestade... só precisamos decidir se seremos expectadores ou atores nessa constante mudança. Devemos ser os senhores da nossa história. Claro que em muitos momentos o melhor é deixar a vida levar, mas na maior parte das vezes ficar em cima do muro não resolve nada. É essencial tomar as rédeas do próprio destino, fazer as próprias escolhas, assumindo os erros e celebrando os acertos.
No final das contas, "o que se leva desta vida é a vida que se leva".

sexta-feira, 15 de julho de 2011

"Precisa-se de corações abertos! Tratar aqui."

Em tempos de total indiferença, em que muitos mal sabem os nomes do próprios vizinhos, vamos abrir os nossos corações, doar nossos braços, abraços, nossos ouvidos e nossa atenção.
Vamos nos dispor a ouvir o que o outro tem a dizer, seus sonhos, seus anseios, seus traumas e desilusões.
Vamos sorrir para os estranhos, não custa nada espalhar um pouco de alegria por aí, o retorno é instantâneo e muitas vezes um simples sorriso é tudo o que o outro precisa para ter o seu dia melhorado.
Vamos dar bom dia, boa tarde, boa noite. Vamos olhar nos olhos e perguntar de peito aberto 'Como vai você?'. Felizes eram os tempos em que uns se preocupavam com os outros, ao invés de egoísticamente achar que seus problemas já são suficientes.
Vamos nos preocupar sim com os problemas alheios, sem que isso se torne motivo para fofocas e intromissões indesejadas, mas tratando o próximo verdadeiramente como "irmãos" que somos.
O segredo da paz interior começa na entrega, na doação de sentimentos.
Ao perceber que alguém precisa de você ou que algo de bom pode ser feito por alguém, não pergunte o que está ao seu alcance... simplesmente ouça o seu coração e FAÇA, anonimamente que seja.
O primeiro a se beneficiar vai ser VOCÊ!
Se o mundo lá fora não está dando tão certo, por que não começar a fazer o universo que te rodeia mais simples, mais colorido, mais humano? Seu coração está aberto? Doe no lugar mais próximo de você.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Reafirmação

Cada dia mais me convenço de que um coração sozinho é praticamente inerte nesse mundo, enquanto dois corações juntos conseguem ter a força de mil batalhões. É essencial a partilha, a divisão de sentimentos que funciona como agente multiplicador. Seja o amor de um irmão, de um amante (e inclua-se aqui todos aqueles a quem dedicamos amor - namorados, maridos ou seja lá qual for a classificação), de um pai, de uma mãe, de um filho ou de um amigo, não importa! E não falo de estar juntos para não estar sozinho, falo de estar juntos para o que der e vier, juntos na concepção mais ampla de entrega. Entrega de corpo e alma, aquela que não abre espaço para interrogações. Aquela entrega em que, por pior que seja a tormenta, você olha para dentro (sim, para dentro!) percebendo que não está sozinho e, de alguma forma, isso te dá coragem para não desistir ainda que diante de um exército de proporções romanas.



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"FUNDAMENTAL é mesmo o AMOR, é IMPOSSÍVEL ser FELIZ sozinho!" (Tom Jobim)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

Da espera.

Ah! A espera não tem nada de bela!
Traz consigo uma fera que não se deixa acalmar.
Te jogar pela janela, espera? Quem dera!
Quem dera não ter que esperar.